domingo, janeiro 17, 2010

cais

1 Comments:

Blogger Unknown said...

"Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tao leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
«Nao partas nunca mais»

E dancou,
Rodou no chao molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu nao sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu."

Pedro Abrunhosa in Eu não sei quem te perdeu

e uma asa... e um beijo... voa...

4:50 p.m.  

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