Não tenho mais palavras. Gastei-as a negar-te... (Só a negar-te eu pude combater O terror de ver Em toda a parte).
Fosse qual fosse o chão da caminhada, Era certa a meu lado A divina presença impertinente Do teu vulto calado E paciente...
E lutei, como luta um solitário Quando alguém lhe perturba a solidão Fechado num ouriço de recusas, Soltei a voz, arma que tu não usas, Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó O joio amargo do que te dizia... Agora somos dois obstinados, Mudos e malogrados, Que apenas vão a par na teimosia.
Quantas vezes a maior das preciosidades só se vê a contra Luz... Pequenos sinais, grandes nadas, pequenos tudos... A doçura, a ternura... a essência... tudo ali...
3 Comments:
Desfecho
Não tenho mais palavras.
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de ver
Em toda a parte).
Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu vulto calado
E paciente...
E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,
Mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia.
Miguel Torga
Câmara Ardente
Quantas vezes a maior das preciosidades só se vê a contra Luz...
Pequenos sinais, grandes nadas, pequenos tudos...
A doçura, a ternura... a essência... tudo ali...
E um beijo de presente...
Festas Felizes
O André é o melhor do mundo!!!
... tantas saudades...
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