sábado, agosto 15, 2009

à deriva

3 Comments:

Blogger aquarius said...

Arte de Navegar

Vê como o verão
subitamente
se faz água no teu peito,

e a noite se faz barco,

e minha mão marinheiro.

(Eugénio de Andrade, in, Obscuro Domínio)

12:14 a.m.  
Blogger aquarius said...

Barcos perdidos, corpos achados.
Nas margens do desejo incendiados.
Profundo abraço, enlace estreito,
Fundem-se num, em largo leito.
Breve ondular das águas mansas;
Violenta tempestade: Espadas! Lanças!
Caem sobre os corpos incendiados,
Da tempestade já fatigados,
Mas onde o desejo impede as tréguas,
Mesmo a navegar em vastas léguas:
Procuro o porto que acolhe o meu.
Profundo o corpo que acolhe o teu.

7:47 p.m.  
Blogger Selene said...

Perdido em pensamentos, à deriva, seguindo o curso do rio... uma imagem poderosa.

4:56 p.m.  

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