Barcos perdidos, corpos achados. Nas margens do desejo incendiados. Profundo abraço, enlace estreito, Fundem-se num, em largo leito. Breve ondular das águas mansas; Violenta tempestade: Espadas! Lanças! Caem sobre os corpos incendiados, Da tempestade já fatigados, Mas onde o desejo impede as tréguas, Mesmo a navegar em vastas léguas: Procuro o porto que acolhe o meu. Profundo o corpo que acolhe o teu.
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Arte de Navegar
Vê como o verão
subitamente
se faz água no teu peito,
e a noite se faz barco,
e minha mão marinheiro.
(Eugénio de Andrade, in, Obscuro Domínio)
Barcos perdidos, corpos achados.
Nas margens do desejo incendiados.
Profundo abraço, enlace estreito,
Fundem-se num, em largo leito.
Breve ondular das águas mansas;
Violenta tempestade: Espadas! Lanças!
Caem sobre os corpos incendiados,
Da tempestade já fatigados,
Mas onde o desejo impede as tréguas,
Mesmo a navegar em vastas léguas:
Procuro o porto que acolhe o meu.
Profundo o corpo que acolhe o teu.
Perdido em pensamentos, à deriva, seguindo o curso do rio... uma imagem poderosa.
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