quinta-feira, agosto 31, 2006

Entre o céu e o mar

Que silêncio, que calma o envolve.
O sossego da noite terminou, a luz desperta.
Lá fora já chilreiam, anunciando o acordar.
Espreita a claridade invasora que revela as sombras.
Liberta-se do aconchego e vai de encontro à luz.
Prepara o encontro e cerra um pouco os olhos.
Segue calmo e abstraído, ainda não se sente.
É quase sempre assim, vagarosamente.
E é aí que se dá o esperado, o desejado,
O admirar do horizonte que os separa.
Contempla e divaga entre esses dois amigos inseparáveis,
Sempre os conheceu assim, unidos.
É uma amizade intensa e inevitável,
Ao fim de tanto tempo, ainda se delicia a apreciá-los.
Que bom estar com eles logo pela manhã,
E é assim que se perde e que se encontra.
Entre o céu e o mar.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

E viva a ALVORAAAAAAAAAAADA

3:41 p.m.  

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